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Culto? Pra que? PDF Imprimir E-mail

Muitas vezes, as pessoas se perguntam por quê existem. Para quê fomos criados?
A Bíblia nos mostra que existimos para o louvor e glória de Deus. Sendo este um fato espiritual, é natural concluirmos que o culto está vinculado à nossa natureza. Nascemos com um “instinto cultual”. Tal afirmativa é endossada pelos historiadores, antropólogos e arqueólogos. Em todas as civilizações de todos os tempos, encontra-se presente o fenômeno chamado “culto”. O culto é a expressão da fé. É o tributo de honra, louvor e serviço àquele que se venera.
Quem é “aquele” ? Bem... nesse ponto as civilizações não se entendem. Os alvos do culto humano têm sido os mais diversos possíveis. Há quem adore o sol, a lua, as estrelas, os rios, os animais.
Outros veneram o seu semelhante, vivo ou morto, ou imagens de sua própria criação. Mais longe vão os que espiritualizam o culto : adoram espíritos que são identificados por centenas ou milhares de nomes. Em muitos povos foi constatada também a adoração a um “ser supremo”, criador de todas as coisas.
Provavelmente, tais pessoas tiveram algum tipo de experiência espiritual genuína. Entretanto, é através do povo de Israel que o criador se apresentou à humanidade. Jesus disse : “Vós adorais o que não sabeis. Nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus”. (João 4:22). Aleluia !
Aí está aquele que deve ser o alvo de culto de todo ser humano: o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Os judeus são o nosso ponto de referência religiosa na história. Portanto, convém que nos dediquemos a conhecer aspectos do seu culto que nos serão de grande utilidade no entendimento de nossas práticas atuais.
Enquanto muitos se perdem em cultos vãos, adorando ao que não se deve, a Bíblia nos mostra que Deus está à procura de verdadeiros adoradores. Antes de buscar pregadores, intercessores, evangelistas, etc, o Senhor procura pessoas que se dediquem a cultuá-lo.
O culto a Deus está fundamentado no conhecimento que se tem dele. À medida em que o conhecemos, o adoramos. O verdadeiro culto é um relacionamento purificador e transformador com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Que o Senhor nos ajude a encontrar as diretrizes do culto que o agrada. Esta questão é a principal. Normalmente, temos o hábito de fazer avaliações dos cultos em que participamos. Depois dizemos : “Não gostei do culto hoje”, ou , “fiquei muito satisfeito com o culto”.
Falamos como se o culto fosse dirigido a nós. Deus nos livre de usurparmos a glória que lhe é devida. Que ele nos abençoe e que possamos ser encontrados como aqueles que adoram ao Pai em espírito e em verdade.Temos que tomar cuidado tambem em participar de um culto com Caim

Um Culto com Caim

"Então o Senhor perguntou a Caim: Por que te iraste? e por que está descaído o teu semblante? Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? e se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar. Falou Caim com o seu irmão Abel. E, estando eles no campo, Caim se levantou contra o seu irmão Abel, e o matou". Gênesis 4:6-8

 

Nesta passagem, Deus falou profundamente ao meu coração, no sentido da adoração feita de qualquer jeito. Deus quer que entreguemos o nosso melhor, mas no padrão Dele.

Imagine esta história. É uma noite. Um culto de louvor e adoração. Chega um homem cristão (pode ser uma mulher também) todo carrancudo, com aquela cara de comeu e não gostou, aquele jeito de quem teve o dia do cão e para finalizar o dia, só faltava ir à igreja, ainda pedindo a Deus que o culto acabe mais cedo.    Eis que ele adentra no templo. Seus irmãos em Cristo vem cumprimentá-lo demonstrando um pouco de amor cristão (às vezes até fingido ou forçado) mas ele se esquiva demonstrando só pelo olhar não estar nos seus melhores dias. Senta-se no seu lugar de costume, lá atrás, perto do banheiro ou da porta, em caso de certa emergências possíveis. E espera impacientemente pelo início do bendito do culto.

Finalmente depois de eternos 10 minutos, com o templo lotado, começa então o culto com uma leitura da palavra. Este nosso amigo, cristão já a muitos anos, abre a palavra já no texto selecionado, com uma destreza bíblica de fazer inveja aos novos convertidos ao redor. Ele ainda resmunga que o pobrezinho do irmão do lado não trouxe a bíblia, porque veio do serviço diretamente para o culto.

Dá-se início ao período de louvor. Aquela celebração maravilhosa de fazer com que os demônios que pensaram estar presentes vindo por um caminho, já fugiram por sete. Nosso amigo ainda se limita na dúvida se deve ou não bater palmas. Ele ainda percebe que o ministro do louvor hoje veio com a corda toda e vai cantar mais uns dois ou três louvores que irão exigir o esforço das palmas e o levantar de mãos. Pensado e feito. Logo após, vem o momento da comunhão, e quando nosso amigo ouve o hino já até sabe que vai ter que cumprimentar os que estão à sua volta e vão vir aqueles irmãozinhos do outro lado do templo para cumprimentá-lo. Realmente, nosso amigo é adivinhão.

 

Começa o período da adoração. As pessoas começam a se entregar totalmente de corpo e alma ao Senhor. Vidas e corações sedentos pela suave toque do Espírito Santo começam a clamar fazendo da canção um pedido de misericórdia pela própria vida. Muitos se derramam em lágrimas, outros se jogam prostrados, não ousando levantar a cabeça, sentindo-se indignos ante a presença Soberana e tão Santa do Nosso Deus. Muitos com aquele semblante de quem viu o Noivo e arde em saudades Dele (não sei de você, mas confesso que estou segurando minhas lágrimas). E o beleza do nosso amigo, totalmente indiferença ao que está acontecendo. Mostrando uma frieza ao entoar um cântico que está fazendo o próprio Jesus se emocionar na glória e o céu inteiro silenciar.

 

Em consideração aos pastores e líderes que estiverem lendo, vou omitir o que nosso amigo pensou na hora dos dízimos e ofertas, também por respeito e ética ministerial. E tem início a pregação. O pastor começa a mensagem com um texto simples, explica-o e começa a dar exemplos. Prossegue a mensagem com a eloqüência de quem foi cobrado primeiro, num senso da urgência de que todos precisam praticar o que está sendo ensinado, como se isso lhe valesse a própria vida. Apesar de todos estes exemplos indicarem algo sobre a vida do nosso amigo, este faz que não é consigo. Fica contando no relógio quanto falta para acabar.

 

O pastor sente que é preciso fazer o apelo e diversas pessoas aceitam o melhor presente que alguém poderia receber, e o nosso amigo nem se dá conta da presença de Jesus naquele lugar. O pastor ainda vai orar para aqueles que se sentiram impactados pela mensagem, mas cadê o nosso amigo? Ah, ele já está lá na porta, pronto para ir embora, porque o fim culto atrasou quinze minutos. E vai embora. Como se nada tivesse acontecido e desgostoso com a vida. Com uma diferença, ele sai mais triste, mais bravo, mais amargurado.

 

Podemos chamar o nosso amigo de Caim. Posso até dizer que os demônios citados no parágrafo da celebração já estavam a espera do nosso amigo na porta do templo. A historinha não é verdadeira (será mesmo?). Mas quantos Caims entram em nossas igrejas, sem que sejam impactados com a Palavra de Deus. Veja no texto. Caim ficou irado com Deus por causa do sacrifício não aceito. É interessante ressaltar que o próprio Senhor lhe dá a dica do que deve ser feito. O procederes bem é visto de acordo com o que o próprio Deus já havia estipulado para Adão e Eva, quando eles saíram do Éden e Deus lhes fez roupas com peles. E não pense que os animais cederam as peles e ficaram vivos para contar a história

Deus quer sacrifícios que nos custem, sim, mas ele não quer do fruto da terra, do mundo. O mundo, lembra pecado. Por mais que as frutas, verduras e o que mais tivesse, fossem bonitas aos olhos de qualquer um, não foram aceitas pelo coração de Deus. E Deus sendo bondoso e amoroso se mostra preocupado com a face zangada de Caim, falando para ele onde estava o problema. Justamente no procederes bem. Deus mostrou onde estava o problema e Caim se negou a domina-lo. Se mostrou indiferente ao que Deus havia ordenado. E foi o mesmo que aconteceu com o nosso amigo da historia.

 

Podemos notar claramente que a inveja, se tornou em amargura, que virou ódio e acarretou em morte. Dou graças a Deus porque nas igrejas ninguém morreu por inveja da bênção de outros (não que eu saiba). Já imaginou? Porque no caso de Caim, a historia acabou assim. E ele ainda foi marcado por Deus. O consolo para Abel (in memorian) é que ele morreu abençoado e inocente, agradando a Deus.

 

 

Querido irmão (ã), não seja como Caim, ou como o nosso amigo. A partir de hoje, quando você adentrar o templo, esqueça dos seus problemas, peça perdão a Deus, traga um coração contrito e sincero a Ele, venha com disposição de adorá-Lo como você nunca adorou, falar palavras que nunca falou para Ele, . Lembre-se: você está na casa do Pai e Ele está a Sua espera.

 

Fica na paz

 

 

 

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