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O Amor de Deus pelo Homem caido!
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7. Quão inumeráveis são os benefícios que Deus transmite para os filhos dos homens, através do canal de sofrimentos! – de maneira que se poderia dizer: O que são denominadas aflições, na língua dos homens, na linguagem de Deus denominam-se bênçãos'. De fato, não houvesse sofrimento no mundo, uma considerável parte da religião; sim, em alguns aspectos, a parte mais excelente, não teria lugar nele; uma vez que mesmo a existência dela depende de nosso sofrimento; de modo que não houvesse sofrimento, ela não teria existido. Partindo desta fundamentação, até mesmo nosso sofrimento, sobre o qual toda nossa graça passível está construída; sim, a mais nobre de todas as graças cristãs, -- o amor suportando todas as coisas. Aqui está o alicerce para a resignação com Deus, nos capacitando a dizer de todo nosso coração, em todas as nossas horas de provação: 'É o Senhor: Que Ele faça o que lhe parece bom': 'Devemos receber o bem das mãos do Senhor, e não devemos receber o mal!'. E que gloriosa demonstração é esta! Ela não constrange, até mesmo, o céu a clamar: 'Veja um espetáculo merecedor de Deus'; um bom homem lutando com a adversidade, e sendo superior a ela. Aqui está o alicerce para a confiança em Deus, tanto com respeito ao que nós sentimos, quanto com respeito ao que nós devemos temer, não estivesse nossa alma calmamente fixada Nele. Que espaço poderia haver para a confiança em Deus, se não houvesse tal coisa como dor ou perigo? Quem não diria, então, 'O cálice que meu Pai me deu, eu não deverei beber?'. É com os sofrimentos que nossa fé é testada, e, portanto, feita mais aceitável para Deus. É no dia da dificuldade que temos oportunidade de dizer: 'Embora Ele me mate, ainda assim, confiarei Nele'. E isto é bem agradável a Deus, que nós possamos reconhecê-lo, em face do perigo: em desafio da tristeza, doença, dor, ou morte.

8. Novamente: Não tivesse existido o mal natural ou moral no mundo, o que teria sido feito da paciência, humildade, gentileza, longanimidade? É manifesto que não teriam existência; vendo que todas essas seriam noviças aos seus objetos. Se, portanto, o mal não tivesse entrado no mundo, nem esses caracteres do temperamento teriam lugar nele. A quem se pagaria o mal com o bem, se não houvesse quem fizesse o mal no universo? Como seria possível, supondo-se que fosse assim, 'sobrepujar o mal com o bem?'. Mas você poderá dizer: 'Mas todas essas graças não teriam sido introduzidas divinamente nos corações dos homens?'. Sem dúvida, que teriam: mas se elas tivessem, elas não teriam uso ou exercício para elas. Enquanto que, no estado presente das coisas, nós nunca necessitaremos de oportunidade para exercitá-las: E quanto mais elas são exercitadas, mais todas as nossas graças são fortalecidas e aumentadas. E, na mesma proporção que nossa resignação, nossa confiança em Deus, nossa paciência e fortaleza, nossa humildade, gentileza, e longanimidade, juntas com nossa fé, e o amor de Deus e homem, aumentam, nossa felicidade deve aumentar, mesmo no mundo presente.

9. E ainda: Como a permissão de Deus para a queda de Adão deu, a toda sua posteridade, milhares de oportunidades de sofrimento, e, por meio disto, exercitando todas as graças passiva que aumentam tanto a sua santidade quanto felicidade; então, forneceu a eles a oportunidade de fazer o bem em inumeráveis instâncias; de exercitarem a si mesmos em várias boas obras que, de outro modo, não teriam existido. E que esforço de benevolência, de compaixão, de misericórdia divina, teria sido, então, impedida totalmente! Quem poderia, assim, ter dito ao Amante dos homens: 'todas as alegrias do mundo são menores, do que aquela de praticar a bondade'.