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O Amor de Deus pelo Homem caido!
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Nós poderíamos ter amado o Filho de Deus, como sendo 'o esplendor da glória do Pai; a imagem expressa de sua pessoa'; (embora este alicerce pareça pertencer, antes, aos habitantes do céu do que aos da terra); mas nós não poderíamos tê-lo amado quando Ele 'carregou nossos pecados sobre seu corpo no madeiro', e 'por aquela oferenda de si mesmo, fez, de uma só vez, um sacrifício completo pelos pecados de todo o mundo'. Nós não poderíamos ter sido 'confortados por sua morte', nem 'conhecido o poder de sua ressurreição'.

Nós não poderíamos ter amado o Espírito Santo, por nos ter revelado ao Pai e ao Filho; por ter aberto os olhos de nosso entendimento; nos tirando da escuridão, para sua maravilhosa luz; renovando a imagem de Deus em nossas almas; e nos selando para o dia da redenção. De maneira que, na verdade, 'a religião pura e imaculada', que está agora 'aos olhos de Deus, até mesmo do Pai', e não do homem falível, não teria, então, existido; visto que ela depende totalmente desses grandes princípios – 'Pela graça vocês são salvos, através da fé', e, 'Jesus Cristo é de Deus, feito, junto a nós, sabedoria, retidão, santificação e redenção'.

4. Nós constamos, então, a vantagem inexplicável que nós obtivemos da queda de nosso primeiro antepassado, com respeito à fé; -- Fé em Deus, o Pai, que não poupou seu próprio Filho, seu único Filho, mas 'o feriu por nossas transgressões', e 'afligiu por nossas iniqüidades': e, em Deus, o Filho, que despejou de sua alma por nós transgressores, e nos lavou em Seu sangue. Nós vemos a vantagem que deriva disto, com respeito ao amor de Deus – de Deus, o Pai, e de Deus, o Filho. O principal fundamento deste amor, por quanto tempo ele permanecer no corpo, é declarado claramente pelo Apóstolo: 'Nós O amamos, porque Ele primeiro nos amou'. Mas o maior exemplo de seu amor nunca teria sido dado, se Adão não tivesse caído.

 

5. E mesmo nossa fé, em Deus, o Pai, e no Filho, não receberia um crescimento inexplicável, se não fosse por este grande evento; assim como, nosso amor pelo Pai e Filho; também o amor ao nosso próximo; nossa benevolência para com toda humanidade, que não poderia crescer na mesma proporção que nossa fé e amor a Deus. Porque quem não apreende a força daquela inferência traçada pelo Apóstolo amoroso: 'Amados, se Deus nos amou tanto assim, nós não devemos também amar uns aos outros?'. Se Deus, ASSIM, nos amou, -- observe o estresse do argumento colocado neste mesmo ponto: ASSIM, nos amou, de maneira a entregar seu único Filho para morrer uma morte abominável pela nossa salvação. Amados, que tipo de amor é este, com o qual Deus tem nos amado; de modo a dar seu único Filho, na glória igual com o Pai, em Majestade co-eterna? Que tipo de amor é este, em que o Unigênito Filho de Deus tem nos amado, de maneira a esvaziar-se, tanto quanto possível, de sua Divindade eterna; de modo a precipitar-se daquela glória que ele tinha com o Pai, antes que o mundo fosse criado; e tomar sobre si, a forma de um servo, e se transformar em homem; e, então, humilhar-se ainda mais, 'sendo obediente à morte, até mesmo, à morte na cruz!'. Se Deus, ASSIM, nos amou, quanto mais nós devemos amar uns aos outros! Mas este motivo para amar fraternalmente não existiria, se Adão não tivesse caído. Conseqüentemente, nós não poderíamos, então, ter amado uns aos outros, em tão alto grau, como nós podemos fazê-lo agora. Nem poderia ter existido aquela altura e profundidade no mandamento de nosso amado Senhor: 'Como eu os tenho amado; Assim, amem uns aos outros'.

6. Através da queda de Adão, nós podemos ser tais beneficiários, no que concerne ao amor de Deus e ao nosso próximo. Mas existe um outro grande ponto, o qual, embora pouco advertido a respeito, merece nossa mais profunda consideração. Por este único ato de nosso primeiro pai, não apenas 'o pecado entrou no mundo', mas a dor também, e não foi semelhante à justiça, mas a inexprimível bondade de Deus. Porque quanto mais maravilhas Ele continuamente nos trouxe deste mal! Quanto mais santidade e felicidade dessa dor!