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O Amor de Deus pelo Homem caido!
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4. É muito estranho que dificilmente alguma coisa tenha sido escrita, ou pelo menos, publicada sobre este assunto; mais ainda, que ele tenha sido tão pouco avaliado ou entendido pela generalidade dos cristãos, especialmente considerando que não se trata de assunto de mera curiosidade, mas de uma verdade da mais profunda importância; sendo impossível, sobre qualquer outro princípio, afirmar a Providência graciosa, e justificar os caminhos de Deus para com os seres humanos; e considerando, com isto, quão clara é esta importante verdade para todos os inquiridores conscientes e sinceros. Possa o Amante dos homens abrir os olhos de nosso entendimento, para que possamos perceber claramente que, pela queda de Adão, a humanidade em geral, adquiriu a capacidade:

 

 

I.                        Em Primeiro Lugar, de ser mais santa e mais feliz sobre a terra;

II.                     Em Segundo Lugar, de ser mais feliz no céu, do que, de outro modo, ela poderia ter sido!

 

I

 

1. Em Primeiro Lugar, através da queda de Adão, a humanidade em geral adquiriu a capacidade de obter mais santidade e felicidade na terra, do que teria sido possível para eles, se Adão não tivesse caído. Porque se Adão não tivesse caído, Cristo não teria morrido. Nada pode ser mais claro do que isto; nada mais inegável: Quanto mais completamente nós consideramos o ponto, mais profundamente nos convencemos disto. A menos que todos os participantes da natureza humana tivessem recebido aquela ofensa mortal em Adão, não teria sido necessário para o Filho de Deus tomar nossa natureza sobre Ele. Você não vê que esta foi a mesma razão de sua vinda para o mundo? 'Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens; por isso, todos pecaram'. (Romanos 5:12). Não foi para remediar esta mesma coisa que 'A Palavra se fez carne', que 'como em Adão todos morreram, então, em Cristo, todos' deverão 'viver?'. Se 'pela desobediência de um, muitos se tornaram pecadores; então, pela obediência de um, muitos foram feitos justos' (Romanos 5:19). Assim, não haveria lugar para aquela maravilhosa manifestação do amor do Filho de Deus para com a humanidade: Não haveria oportunidade para sua 'obediência à morte; até mesmo, à morte na cruz'. Não poderia, então, ter sido dito, para o espanto de todos os anfitriões do céu, 'Deus amou o mundo', sim, o mundo pecaminoso, que não tinha pensamento ou desejo de retornar a Ele, 'que deu seu Filho'; Filho do seu seio; seu Unigênito, 'para que, quem quer que nele creia, não pereça, mas tenha a vida eterna'. Nem nós poderíamos, então, ter dito: 'Deus estava em Cristo, reconciliando o mundo para Si mesmo'; ou que ele 'o fez para ser pecado', ou seja, uma oferenda do pecado, 'por nós, quem não conheceu o pecado, para que nós pudéssemos ser feitos à retidão de Deus, através Dele'. Não teria havido tal oportunidade para 'um Advogado com o Pai', como 'Jesus Cristo, o reto'; nem para Ele se apresentar 'à direita de Deus, para interceder por nós'.

2. Qual seria a conseqüência necessária disto? Seria esta: Não haveria tal coisa como a fé em Deus, amando o mundo, dando seu único Filho por nós, seres humanos, e para nossa salvação. Não haveria tal coisa como a fé no Filho de Deus; 'amando-nos, e dando a si mesmo por nós'. Não haveria fé no Espírito Santo, renovando a imagem de Deus em nossos corações; erguendo-nos da morte do pecado para a vida de retidão. Na verdade, o privilégio total da justificação, através da fé não teria existência; não poderia haver a redenção no sangue de Cristo; nem Cristo teria sido 'feito de Deus, junto a nós; assim como 'a sabedoria, retidão, santificação' ou 'redenção'.

3. E o mesmo grande vazio que estava em nossa fé, deveria estar igualmente em nosso amor. Nós poderíamos ter amado o Autor de nossa existência, o Pai dos anjos e homens, como nosso Criador e Preservador. Nós poderíamos ter dito, 'Ó Senhor, nosso Governador, quão excelente é Teu nome em toda a terra! – Mas nós não poderíamos tê-lo amado, debaixo de uma relação mais próxima e mais querida, -- quanto à de nos ter entregue seu Filho por nós todos.