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Pecado Original
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alt'E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra

e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente'. (Gênesis 6:5)


1. Quão maravilhosamente diferente é isto, dos formosos quadros da natureza humana que os homens têm esboçado em todas as épocas! Os escritos de muitos dos anciões abundam com descrições alegres da dignidade do homem; a quem alguns deles pintam, como tendo todas as virtudes e felicidade em sua composição, ou, pelo menos, estando inteiramente em seu poder, sem observar a qualquer outra existência,

como auto-suficiente, capaz de viver por sua própria conta, e pouco inferior ao próprio Deus.

2. Não se trata apenas dos pagãos; homens que são guiados em suas buscas, por um pouco mais do que uma pálida luz de razão, mas muitos deles, igualmente, que testemunham o nome de Cristo, e para os quais foram confiados os oráculos de Deus, têm falado da natureza do homem, tão magnificamente, como se ela fosse toda inocência e perfeição. Relatos deste tipo têm particularmente abundado no presente século; e, talvez, em nenhuma outra parte do mundo mais do que em nossa própria região. Aqui, não poucas pessoas de forte entendimento, assim como de extenso aprendizado, têm empregado as mais extremas habilidades, para mostrarem o que eles denominam de 'o maravilhoso lado da natureza humana'. E deve-se reconhecer que, se seus relatos forem justos, o homem é 'um pouco inferior do que os anjos'; ou, como as palavras podem ser mais literalmente afirmadas, 'um pouco menos do que Deus'.

3. É de se admirar que esses relatos tenham sido tão prontamente recebidos, pela generalidade de homens? Quem não é facilmente persuadido a pensar favoravelmente de si mesmo? Assim sendo, os escritores deste tipo são mais universalmente lidos, admirados, aplaudidos. E inumeráveis são os convertidos que eles têm feito, não apenas no mundo leviano, mas no mundo ilustrado. De modo que agora é completamente fora de moda falar de outro modo; dizer qualquer coisa para a depreciação da natureza humana; a que geralmente se permite, não obstante algumas poucas enfermidades, ser muito inocente, sábia e virtuosa!

4. Mas, neste meio tempo, o que devemos fazer com nossas Bíblias? Porque esses relatos nunca irão concordar com isto. Como quer que eles agradem à carne e ao sangue, são extremamente irreconciliáveis com os relatos bíblicos. As Escrituras asseveram que 'através da desobediência de um homem, todos os homens foram constituídos pecadores'; que 'em Adão todos morreram' -- morreram espiritualmente, perderam a vida e a imagem de Deus; que aquele pecador e caído Adão, então, originou um filho à sua própria semelhança'; -- nem seria possível que ele pudesse originá-lo de outra forma, porque 'quem pode produzir uma coisa pura de uma impureza?'— que, conseqüentemente, nós estávamos, assim como outros homens, pela natureza, 'mortos nas transgressões e pecados'; 'sem esperança, e sem Deus no mundo', e, portanto, 'filhos da ira'; de modo que todo homem podia dizer, 'Eu fui moldado na iniqüidade; e, no pecado, minha mãe me concebeu'; que 'não existe diferença', em 'todos que pecaram e não alcançaram a glória de Deus'; daquela gloriosa imagem de Deus, na qual o homem foi originalmente criado. E, conseqüentemente, quando 'o Senhor olhou dos céus para os filhos dos homens, Ele viu que todos eles haviam saído do caminho; que eles haviam se tornado completamente abomináveis; que não havia um justo; não; nem um', ninguém que verdadeiramente buscasse a Deus. De acordo com isto, e o que é declarado pelo Espírito Santo, nas palavras acima citadas, 'Deus viu', quando ele olhou dos céus, antes, 'que a maldade do homem estava grande na terra'; tão grande, que 'cada imaginação dos pensamentos de seu coração era, tão somente, continuamente pecaminosa'.

 

            Este é o relato de Deus do homem: Do qual eu devo aproveitar a oportunidade:

I. Primeiro, para mostrar o que os homens eram antes do dilúvio:

II. Segundo, para inquirir, se eles não são da mesma maneira agora:

III. Terceiro, para acrescentar algumas inferências.

I

1. Em Primeiro Lugar, eu vou mostrar, esclarecendo as palavras do texto, o que os homens eram antes do dilúvio. E nós podemos nos basear completamente no relato fornecido aqui: Porque Deus o viu, e Ele não pode se enganar. Ele 'viu que a maldade do homem era grande': -- Não este ou aquele homem: não apenas alguns poucos homens; não meramente uma parte maior, mas o homem em geral; os homens universalmente. A Palavra inclui toda a raça humana; todos os que fazem parte da natureza humana. E não é fácil para nós computarmos o número deles, para dizer quantos milhares ou milhões eles eram. A Terra, então, retinha muito de sua beleza primitiva e fertilidade original. A face do globo não era rachada e dividida como ela é agora; e primavera e verão eram bem definidos. É, portanto, provável que ela proporcionasse sustento para muito mais habitantes do que é hoje capaz; e esses deviam ser imensamente multiplicados, enquanto os homens criavam filhos e filhas, por setecentos ou oitocentos anos juntos. Ainda assim, em meio a todo este número inconcebível, apenas 'Noé encontrou favor com Deus'. Ele somente (talvez, incluindo parte de sua família) foi uma exceção à iniqüidade universal, que, pelo justo julgamento de Deus, pouco tempo depois, foi levada à destruição. Todos os demais foram participantes da mesma culpa, assim como, da mesma punição. 

2. 'Deus viu todas as criações dos pensamentos de seu coração'; -- de sua alma, de seu homem interior, o espírito dentro dele, o princípio de todos os seus movimentos internos e externos. Ele 'viu todas as criações': Não é possível encontrar uma palavra de um significado mais extensivo. Ela inclui o que quer que seja formado, feito, e fabricado dentro; tudo que existe ou se passa na alma; toda inclinação, afeição, paixão, apetite; todo temperamento, desígnio, pensamento. Deve-se, em conseqüência, incluir toda palavra e ação, como fluindo naturalmente dessas fontes, e sendo tanto boa quanto má, de acordo com a fonte de onde ela severamente flui.

3. Deus viu, agora, que tudo isto, o todo disto, era mal; -- contrário à retidão moral; contrário à natureza de Deus, que necessariamente inclui todo bem; contrário à vontade divina, o padrão eterno de bem e mal; contrário à imagem pura e santa de Deus, onde o homem foi originalmente criado, e, onde ele permaneceu, quando Deus, inspecionando as obras que havia criado, viu, então, que tudo era muito bom; contrário à justiça, à misericórdia, e verdade, e às relações essenciais que cada homem tem com seu Criador e seu próximo.